Mudando de ares

Mudando de ares

May 17, 2026

Ok, definitivamente tem MESES que não escrevo nada. E fiquei pensando: “que tal escrever justamente sobre isso?” E cá estou eu. Vou tentar atualizar e deixar registrados os acontecimentos na medida do possível, dessa vez num texto mais cheio de tópicos nos parágrafos. 😛

Pra começar, um dos motivos mais simples de eu não estar escrevendo nos últimos meses — querendo ou não — é que eu já estava insatisfeito com o meu teclado antigo. E sim, isso já deu a entender de fato o que aconteceu: consegui um teclado novo, ordens de grandeza melhor do que meu anterior E-Yoosoo chinês. Aliás, por curiosidade, o teclado novo agora é simplesmente um Akko 5087 HE v3 TKL magnético. A digitação nisso aqui é surreal. Espero conseguir tempo pra escrever mais detalhadamente sobre esse teclado logo.

Ahh… o tempo… Falando em tempo, é exatamente isso: o outro motivo principal pra eu não escrever nada desde OUTUBRO de 2025 é justamente esse. Sendo assim, quero gastar um pouquinho do meu tempo neste tópico.

A grande mudança

Mudanças nem sempre são confortáveis. Não necessariamente no sentido físico, mas geralmente no psicológico mesmo. Pra mim, mudanças às vezes são super desconfortáveis, sejam mudanças de hábitos, de pessoas ou de local. Mas devo deixar registrado uma coisa: minha última mudança certamente foi algo que, inclusive até agora, tem me feito muito bem.

Pra acabar com tanto suspense, o que aconteceu foi que mudei de trabalho. Mudei de cidade. Mudei de estado. Enfim, mudei de ares. Deixei pra trás uma realidade totalmente insalubre que estava vivenciando no Maranhão em troca de uma certa estabilidade em Santa Catarina. De certa forma, tive bastante sorte, afinal consegui me estabilizar aqui sem tantos problemas. A maior delas foi já ter chegado com trabalho. Minha segunda sorte foi justamente me sentir bem nesse local novo, ao qual me adaptei de imediato.

Obviamente nem tudo são “flores”, e a minha maior tristeza de estar aqui foi ter que aceitar o fato de que eu seria obrigado a passar muito tempo longe fisicamente do meu filho. Isso aperta meu peito sempre que reflito sobre o assunto. Mas, ao mesmo tempo, a ideia de eu estar aqui reside, sobretudo, no fato de eu PRECISAR fazer algo por ele. Precisei/Preciso/Precisarei fazer o que eu puder por ele e, desculpem o desabafo, mas no Maranhão nada podia ser feito.

Pra ser justo, talvez algo pudesse ser feito por lá, mas, na medida do que busquei, tentei e lutei, infelizmente não foi possível. Ao mesmo tempo, Santa Catarina me ofereceu essa possibilidade de melhoria pessoal e, consequentemente, para meu filho, de uma forma natural e acolhedora. Agradeço imensamente a Deus em todos os instantes por isso.

O processo

Se ficarem curiosos, não tenho o que esconder: basicamente minha profissão permitiu que eu ingressasse no trabalho formal aqui em SC. Por ser farmacêutico, senti as portas abertas e agarrei a oportunidade que o Maranhão não me permitiu ter. A partir daí, confesso que foi difícil conciliar a alegria e a tristeza por ficar longe do meu filho, mas, no fim, o processo burocrático deu certo.

Fiquei contente por poder participar do processo seletivo de forma virtual. A empresa atual me ajudou bastante e foi absolutamente solícita em todas as etapas do meu deslocamento. E esse realmente é um ponto que preciso exaltar aqui.

Minhas impressões

Estou escrevendo isso na altura do mês de maio, então, mesmo que eu ainda não tenha tanto tempo assim na empresa ou mesmo no estado, certamente já consigo dizer pra vocês que estou me adaptando muito bem. Minhas impressões sobre o local onde estou superam todas as expectativas, e olha que já tenho uma certa noção de como funciona até mesmo o ritmo de vida no exterior.

O fato de você não ser obrigado a se preocupar se um ladrão vai te abordar com uma arma durante a noite num semáforo simplesmente é um argumento fortíssimo a favor de estar aqui.

Se eu precisar apontar um ponto negativo, provavelmente vou ser obrigado a falar pra vocês que é o aluguel. Mas sejamos justos: isso é algo que está ruim no país inteiro. Relativamente falando, sempre vamos nos deparar com esse problema.

E, pra ser justo de novo, por incrível que pareça, o custo de vida no que diz respeito a, por exemplo, alimentação, é tão bom quanto no próprio Maranhão. Em termos comparativos, é muito bom. Então acho que, se colocarmos todos os aspectos em uma balança, o único aspecto negativo vai ser mesmo o aluguel. Pra mim, esse ponto não interfere negativamente; tem coisas muito boas que compensam.

Perspectivas

É impossível sabermos o que vai acontecer no futuro. Por mais certeiros que sejam nossos palpites, não temos como prever o futuro. Eu não acho que vou passar o resto da minha vida aqui, assim como também não acho que vou voltar a ter a vida de ansiedade e depressão que tinha no Maranhão. Mas, cá entre nós, por mais que ainda seja “cedo”, eu digo que essa cidade onde estou é definitivamente um ótimo lugar pra viver. Pelo menos, foi algo compatível com a minha preferência pessoal.

E agora?

Como eu disse, não tenho escrito tanto principalmente por esses dois motivos: o teclado antigo e a falta de tempo livre. Até então, minha vida estava uma bagunça. Escrever é algo que me ajudou muito (e continua ajudando, pq não?) a pôr a mente no lugar. Quero tentar voltar a escrever sobre coisas do cotidiano como vinha fazendo. É um ótimo exercício pra mim.

Porém, o horário que tenho livre é só a partir de meia-noite, então é bem complicado conciliar isso com o cansaço. Aliás, talvez eu escreva sobre esse tema também nos próximos dias. No final, mesmo cansado, a sensação de digitação com o novo teclado é boa demais e relaxante, então acho que vou escrever de qualquer forma.

O ruim é só que, se eu escrever cansado (como estou fazendo agora), o texto pode não sair muito bom kkkkk. Mas vou querer deixar registrado mesmo assim, afinal guardo esses meus textos como artefatos e memórias pessoais. É tudo uma jornada.